terça-feira, 28 de agosto de 2007

Ele!

E mesmo nos momentos mais solitários de escuridão absoluta dentro de mim, cheguei à conclusão que por mais absorto que seja, é preferível estar ali, de olhos abertos, mesmo sem ver, ou saber, ou crer num possível desfecho de felicidade plena, a ficar me lamentando de mim pra mim mesma de tudo que existe e nem eu mesma sei que há e está ao meu redor.
Que culpa tenho se o céu nem sempre é azul, se o sol às vezes queima demais, se as folhas caem e se o vento nem sempre refresca? A minha culpa vem da total falta de senso de acabar perdendo meu tempo me trancando em meio a todas as supostas culpas que trago no meu coração. Mas resolvi não ser assim e levantar as mãos aos céus e agradecer a Deus por tudo que de tão pouco me julgo ter, mas tenho!
E são nesses momentos, nesses quinze minutos ou segundos que me vejo em paz, que sinto que há uma força ao meu redor, que me envolve, me acolhe, me inebria incessantemente e me permite ser, estar, permanecer e continuar...
E a vida é bem mais... Minha vida é bem mais, do que um vale de lamentações e lágrimas que vem e vão. Minha vida é bem mais, muito mais... E eu sinto, sinto uma imensa gratidão... De tudo e todos. Por que Ele está comigo e me permite sentir... Por que Ele sempre está ao meu lado e segura sempre a minha mão e me consola... Por que meu Deus é tão misericordioso de mim que me guia, independente de todos os meus pecados... Independente de todos os meus defeitos... Independente... Ele nunca desistiu de mim.

Nem eu Dele!

E livrai-me de todos os males... Que assim seja...

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